“Muda de Vida” era o tema do meu post anterior. Também eu resolvi mudar e encontrei uma nova “casa”. A partir de agora, todos os posts e novidades em:
CAMINHOS DA ALMA
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Na edição de hoje do jornal “I”, o sociólogo Francesco Alberoni escreve assim:
“A fidelidade não é uma obrigação, mas torna o amor completo
Outrora prevalecia a dupla moral, o homem exigia fidelidade mas não era obrigado a ser fiel. Hoje em dia homens e mulheres estão no mesmo plano
Pelas cartas que recebo, constato que muitas mulheres casadas têm um amante infiel ao qual são infiéis, e apetece-me dizer-lhes: “Porque não tentam novamente com o vosso marido, partindo do zero, tentando realmente amarem-se um ao outro, apostando no verdadeiro erotismo e na fidelidade?” Muitos acham que sentimentos como a exclusividade, a fidelidade e o ciúme pertencem ao passado, que representam uma fraqueza sem lugar no mundo moderno. Segundo essa lógica, mesmo que amemos e sejamos amados, podemos ter relações sexuais com outras pessoas sem que daí resultem consequências, e o amor e a relação permanecem inalterados. Mas nada disso é verdade. Quem não ama pode fazer o que quiser, mas quem está apaixonado deve estar atento, porque o amor é como uma obra de arte, uma sinfonia à qual não se podem acrescentar outros sons sem a deturpar e destruir. Logo, é um erro achar que a fidelidade é só um dever.
Num grande amor, a fidelidade não nasce do dever, mas sim do prazer.
Há uma mulher que exprime isso mesmo com grande clareza quando escreve: “Nunca mais me envolverei com outra pessoa porque não quero desperdiçar e estragar as fantásticas sensações que tenho contigo. Bastaria um contacto para poluir irreparavelmente a pureza da relação. É como a gota de veneno que consegue estragar uma garrafa de água pura, como a maçã da árvore maldita do paraíso. A fidelidade centra-se totalmente no ser amado, intensifica-nos o desejo por ele e faz com que a nossa vida seja divinal. Isto também é válido para ti. Se andares com outra mulher, sais da estrada que leva ao encantamento que alcançámos juntos.” Na paixão amorosa, a fidelidade é desejada porque torna o amor completo. Quem se deixa tentar nunca mais reencontra a totalidade perdida porque uma parte da sua alma estará sempre distante. Gostaria de concluir esta minha declaração herética dizendo que nem sequer é verdade que o prazer máximo se obtenha trocando continuamente de parceiro. É uma velha concepção machista, também defendida por numerosas mulheres. Mas é falsa. A plenitude do prazer só se alcança com o tempo, conhecendo a fundo a pessoa que se ama, aceitando amá-la sem medo, sem orgulho, sem tabus, sem mentiras e procurando a intimidade total, o prazer total, o abandono total. ”
Francesco Alberoni – Sociólogo, escritor e jornalista in “I”
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O corpo não mente e mostra-nos quando algo não está bem dentro de nós. Gripes constantes, dores físicas, depressões, doenças que nos paralisam só nos vêm mostrar, cada uma à sua maneira, de que forma andamos a conduzir as nossas vidas e o que precisamos de fazer para introduzir mudanças. Neste início de semana – e depois de uns tempos ausente – lanço o convite de cada um ouvir o seu corpo e as mensagens que ele está a querer passar.
Quem quiser saber mais (sobretudo as mulheres), aqui fica a dica: “Corpo de Mulher, Sabedoria de Mulher”, de Christiane Northrup.
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“I am the master of my fate. I am the captain of my soul.” – in “Invictus”, poema de William Ernest Henley
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Francesco Alberoni escreve hoje no “I” que “a renovação criativa nunca é apenas intelectual, envolve a pessoa no seu todo e traduz-se sempre num furacão de emoções, de paixões”. É preciso, para isso, utilizar o que ele chama de “células estaminais da alma”. É o que permite ao homem a permanente capacidade de renovação. Os tempos são de mudança e parece que, muitas vezes, nos falta essa determinação de promover as alterações. Andamos cansados, deprimidos, fartos do dia-a-dia que parece nada trazer de novo.
O desafio actual vai além da fé, do acreditar que se é capaz. Passa, também, pela força de vontade e pelo ímpeto da mudança. Nunca é tarde para descobrir uma vocação. Talvez o segredo esteja na entrega total ao que acreditamos ser um novo caminho de vida…
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Com o fim-de-semana no final, venho falar de um outro livro que me sugeriram. Não desgostei, mas apreciei mais a entrevista do autor dada um destes dias ao Rádio Clube. O psicólogo Quintino Aires, através de casos que lhe passaram pelo consultório, fala-nos de que forma algumas personalidades nos impedem de amar. 
Os que têm medo, os que são idealistas e amam uma ideia e não o outro, os que são egoístas, os imaturos que agem com o outro de uma forma mas não querem que lhe façam o mesmo, etc, etc.
O que gostei de ouvir na entrevista foi Quintino Aires responder mais ou menos assim à pergunta “se o amor não se aprende na escola, onde se aprende afinal?”: “aprende-se na vida, tentando e com as experiências que vamos acumulando”.
Não podia estar mais de acordo. Muitas vezes, no fim de uma relação, dizemos que correu mal mais uma vez. Eu acho que correu bem. Foi a forma de aprendermos mais uma lição, de ficarmos cada vez mais capazes de amar e de ser bem sucedidos. Pode muito bem ser na próxima!
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Em início de ano, desejo que todos consigam concretizar os objectivos a que se propuseram nesta passagem. Sem querer, no último dia do ano, veio parar-me às mãos um livro de uma pessoa que admiro profissionalmente e que consegue transmitir aquilo que pensamos e sentimos mas nem sempre somos capazes de entender ou exteriorizar.
A ideia global é a de que existimos por uma razão e só nos conseguimos satisfazer enquanto pessoas se formos caminhando nesse sentido. Não interessa a profissão, a conta bancária ou o título académico. Apenas interessa o propósito da nossa existência e o que fazemos, dia-a-dia, para chegar ao topo das potencialidades da nossa alma.
Aqui fica a sugestão em início de ano: “Conheça bem as Asas que tem”, de Maria José Costa Félix. Bom Ano para todos!
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… para deixar entrar o novo. Deve ser esse o espírito de um novo ano. Pelo menos, assim tem sido a cada nova passagem. Ontem ouvi uma entrevista a um astrólogo que teve alguma piada. Dizia ele que esta semana (por causa de um trânsito qualquer que envolve a Lua :)) somos todos convidados a largar aquilo de que não precisamos mais. É um convite para que cada um olhe para dentro e decida o que pesos já carrega consigo há demasiado tempo. Evidentemente cada um terá os seus. A proposta, aliciante, é entrar em 2010 mais leve e preparado para as novidades que podem aparecer nas nossas vidas. Muitas delas só conseguem ganhar lugar se abandonarmos o que cheira a mofo.
Pode bem ser esta uma mensagem de novo ano: entrar em 2010 com espaço suficiente na Alma e na Vida para que tudo o que é verdadeiro, bom e ao nosso nível se instale sem demoras.
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